Um torcedor do Mixto de 66 anos foi preso na tarde deste domingo (26), em Cuiabá, suspeito de praticar injúria racial contra a jogadora Keké Silva, do Fluminense, durante a partida da sétima rodada do Brasileiro Feminino Série A1.
De acordo com informações da Polícia Militar (PM), a guarnição foi acionada após a delegação do Fluminense denunciar que um torcedor estaria proferindo ofensas de cunho racista contra a artleta. Segundo o relato, o suspeito utilizou termos pejorativos de natureza racial durante as agressões verbais.
Diante da denúncia, as equipes de segurança presentes no local foram mobilizadas e se deslocaram até a arquibancada indicada. Com o apoio de outros torcedores, o homem foi identificado e abordado.
Após a confirmação dos fatos, os policiais deram voz de prisão ao suspeito, que foi conduzido ao Cisc Verdão para os procedimentos legais cabíveis.
Ainda segundo a polícia, torcedores que presenciaram a situação manifestaram apoio à ação policial e repudiaram a conduta do suspeito, destacando que não toleram esse tipo de comportamento.
O episódio ocorreu ainda no primeiro tempo, quando jogadoras do Fluminense fizeram gestos em campo indicando um caso de racismo vindo da arquibancada. A cena foi registrada na transmissão da partida.
Após ser informada, a árbitra Adriana Costa Farias acionou o protocolo antirracista adotado pela CBF e paralisou o jogo.
O caso foi encaminhado à Central de Flagrantes e deve ser investigado pela Polícia Civil.
Como ficou o jogo
O Fluminense venceu o Mixto por 2 a 0, jogando no Dutrinha, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe carioca abriu o placar ainda na primeira etapa, logo aos 3 minutos, com Lelê. O Mixto tentou buscar o empate, mas parou nas defesas da goleira Kemelli e na atuação segura das zagueiras da equipe carioca.
Na segunda etapa, Keké marcou aos 10 minutos. O Mixto quase não levou perigo ao gol da equipe visitante durante o segundo tempo.
Com o resultado, o Mixto permanece com seis pontos, na 13ª colocação. Já o Fluminense chega à sexta colocação, com 14 pontos.
O Mixto entra em campo na próxima sexta-feira (01/05) às 16h (de MT) e às 17h (de Brasília), contra a Ferroviária, na Fonte Luminosa. Mais cedo, às 16h (de Brasília), o Atlético-MG recebe o Fluminense na Arena do Jacaré.
NOTA À IMPRENSA DO MIXTO:
O Mixto Esporte Clube vem a público manifestar seu veemente repúdio aos atos de racismo e homofobia ocorridos durante a partida contra o Fluminense, válida pela 8ª rodada do Brasileirão Feminino A1, realizada neste domingo (26), no Estádio Dutrinha.
Por volta dos 22 minutos do primeiro tempo, a árbitra Adriana Costa Farias acionou o Protocolo Antirracismo após serem identificadas ofensas de cunho racista e homofóbico direcionadas a atletas da equipe do Fluminense. O torcedor responsável pelas ofensas foi imediatamente identificado pelo policiamento presente no estádio e prontamente retirado do local.
O Mixto Esporte Clube reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de discriminação e preconceito. Atos como esse não cabem no futebol, nem na sociedade. Solidarizamo-nos integralmente com as atletas, comissão técnica e demais profissionais da equipe visitante, que foram desrespeitados de forma injustificável.
O clube seguirá à disposição das autoridades para colaborar com as apurações cabíveis e tomará as medidas administrativas internas necessárias para que episódios como este não voltem a ocorrer.
Futebol é diversão, paixão e respeito. Sempre.
NOTA À IMPRENSA DO FLUMINENSE :
Na tarde deste domingo (26/04), o Fluminense se deparou com uma situação lamentável no estádio Eurico Gaspar Dutra, em Cuiabá, no Mato Grosso, na vitória sobre o Mixto (MT) pelo Brasileirão Feminino.
Durante o primeiro tempo, um torcedor proferiu ofensas racistas e homofóbicas à atleta Keké. Um episódio que nunca deveria acontecer.
Após reclamações e uma ação coletiva de nossas jogadoras, o protocolo antirracista foi ativado pela árbitra Adriana Costa Farias. O torcedor foi identificado pela Polícia presente no estádio e encaminhado para a delegacia no local.
O Fluminense presta solidariedade e apoio à atleta, reforçando sua responsabilidade com a proteção e o respeito de todas as suas jogadoras. O clube seguirá atento aos desdobramentos do caso e espera que o responsável pelas ofensas seja devidamente punido, nos termos da lei.
O clube reafirma seu compromisso em combater qualquer tipo de preconceito. Atitudes como essa são inaceitáveis no futebol e na sociedade.
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