Entregadores por aplicativo de Cuiabá e Várzea Grande convocaram uma paralisação para os dias 31 de julho e 1º de agosto. A mobilização reúne trabalhadores que atuam com motocicletas e bicicletas e tem como objetivo pressionar as plataformas por melhores condições de trabalho e reajuste nos valores pagos pelas entregas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, um dos organizadores afirma que a categoria enfrenta uma defasagem na remuneração e que os profissionais permanecem cada vez mais tempo nas ruas para conseguir garantir a renda.
“Hoje a taxa dos aplicativos está defasada. Você passa mais tempo na rua e menos tempo com a sua família e com seus filhos. Estamos cansados de pagar gasolina do nosso bolso e chegar tarde em casa”, afirmou.
Os entregadores convocam colegas de Cuiabá e Várzea Grande para aderirem ao movimento e reforçam que a união da categoria é fundamental para pressionar as empresas.
“Essa é a oportunidade para se unir e mostrar nossa força”, diz outro trabalhador.
A concentração da paralisação está marcada para as 8h da manhã do dia 31 de julho, na UFMT, em Cuiabá.
Entre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão um reajuste de 100% nas tarifas pagas pelos aplicativos Uber e 99 para entregas e a fixação de um valor mínimo de R$ 1,50 por quilômetro rodado.
No caso do iFood, a categoria pede prioridade na distribuição de mais pedidos aos entregadores e o fim dos bloqueios por “parada técnica”, mecanismo que, segundo os trabalhadores, tem prejudicado quem atua na plataforma.
Os organizadores afirmam que a paralisação busca chamar a atenção das empresas para a necessidade de valorização dos entregadores, que, segundo eles, arcam com custos como combustível, manutenção dos veículos e demais despesas para manter a atividade.

















