Antônio Galvan (Avante), candidato ao Senado por Mato Grosso, afirmou que decidiu concorrer ao cargo por considerar que a Casa tem poder para promover mudanças no país e fiscalizar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O produtor rural contou que poderia ter disputado uma vaga na Câmara dos Deputados, mas descartou essa possibilidade por não desejar construir uma carreira política. Segundo ele, a escolha pelo Senado está ligada às atribuições constitucionais da Casa.
“Eu não quero cargo político, não vou fazer carreira política nessa idade. Se eu quisesse ser candidato a deputado federal, as pesquisas apontavam que eu teria condições de ser eleito. Eu vim para a candidatura ao Senado porque tenho um compromisso com o Brasil”, declarou.
Galvan defendeu que os senadores adotem uma postura mais rígida em relação ao Supremo. Na avaliação do candidato, a composição eleita para assumir as cadeiras a partir de 2027 terá papel decisivo no equilíbrio entre os Poderes.
“Se nós tivermos um Senado que possa fazer o seu papel, moralizando a Suprema Corte, você moraliza o governo. A prerrogativa é do Senado, não tem intervenção de governo nenhum”, afirmou.
O candidato também criticou o funcionamento do sistema de Justiça e apontou esse tema como uma das principais razões para ter entrado na disputa eleitoral.
“Nosso problema está na Justiça, que não está fazendo a dita chamada justiça. E eu estou nessa briga por conta disso, não estou por outra coisa”, disse.
Ao avaliar o cenário eleitoral, Galvan afirmou que sua candidatura tem ganhado força por meio das visitas aos municípios e do contato direto com eleitores e lideranças locais.
“Vejo uma chance muito grande de a gente ser senador. Hoje, no boca a boca, o nosso nome está andando. Quem não é visto não é lembrado”, concluiu.

















