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FEMINICÍDIO EM CÁCERES

Vítima teria voltado do exterior para vender hotel quando foi morta pelo ex-companheiro

Policial civil aposentado se apresentou na delegacia após o crime e entregou a arma usada nos disparos

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Noeli Simsen foi morta a tiros pelo ex-companheiro Ricardo de Sousa Pessoa, de 62 anos, um policial civil aposentado, nesta segunda-feira (28), em um hotel de Cáceres. A vítima havia retornado do exterior para organizar o estabelecimento, do qual era proprietária, antes de colocá-lo à venda.

As forças de segurança foram acionadas após receberem a informação de que uma mulher havia sido baleada. Quando os policiais chegaram, a vítima ainda apresentava sinais vitais. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas constatou a morte no local.

Conforme as informações levantadas pela polícia, a mulher havia se separado do suspeito há cerca de quatro ou cinco meses e estava morando fora do país. Ela retornou a Cáceres para resolver questões relacionadas ao hotel e preparar a venda do imóvel.

Antes do encontro, o policial aposentado teria apresentado um comportamento calmo e tranquilo. Amigos da vítima, no entanto, teriam tentado convencê-la a não ir ao local por temerem que algo pudesse acontecer.

Enquanto as equipes se deslocavam para atender a ocorrência, receberam a informação de que o autor dos disparos havia se apresentado espontaneamente na Delegacia Regional de Cáceres. Ele entregou a arma usada no crime, relatou o que havia acontecido e recebeu voz de prisão.

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Segundo o delegado regional Higo Rafael Ferreira, o suspeito afirmou, em uma conversa informal, que queria retomar o relacionamento, mas não era correspondido pela vítima.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica foi acionada para analisar o local e esclarecer a dinâmica do feminicídio. Depois dos procedimentos, o suspeito seria encaminhado à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher para a formalização do flagrante.

A polícia orientou que mulheres ameaçadas ou em situação de violência doméstica registrem a ocorrência e procurem ajuda antes de se encontrarem com o agressor. As forças de segurança também podem acompanhar a vítima quando ela precisar buscar objetos ou resolver assuntos em locais que apresentem risco.

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