A Polícia Civil quer identificar se o servidor da Politec preso na Operação Hidra participou da emissão de documentos falsos para outros líderes de facções criminosas em Mato Grosso. A suspeita surgiu após a apreensão de celulares, notebook e tablet do investigado, que agora serão periciados.
O alvo da operação é Wilton Souza de Arruda, papiloscopista da Perícia Oficial e Identificação Técnica, apontado como responsável por facilitar a confecção de identidades fraudulentas para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o delegado Gustavo Godoi, as investigações começaram após a prisão de um faccionado paulista, no ano passado, utilizando documentação falsa. A partir desse caso, a polícia descobriu um suposto esquema envolvendo um intermediador e o servidor público.
Conforme a apuração, o criminoso teria contratado um terceiro para intermediar o contato com Wilton, que usaria a função dentro da Politec para viabilizar a emissão do documento irregular.
Agora, a expectativa da Polícia Civil é descobrir se o esquema era maior do que o inicialmente identificado. “Com a análise dos aparelhos apreendidos, vamos verificar se existem outros documentos fraudulentos e possíveis beneficiados”, afirmou o delegado.
Durante as buscas realizadas na casa do servidor e no Instituto Médico Legal (IML), onde ele trabalhava, os policiais também encontraram medicamentos de origem controlada, anabolizantes e canetas emagrecedoras.
Após a operação, o servidor foi levado para a delegacia e deve ser encaminhado à Polícia Federal por conta da possível prática de crimes federais ligados à falsificação documental.
A Politec informou que Wilton foi exonerado do cargo após a deflagração da operação.




















