A Universidade Federal de Mato Grosso suspendeu temporariamente as aulas presenciais do primeiro semestre de Engenharia Civil após estudantes denunciarem ameaças ligadas ao caso da chamada “lista de estupráveis”.
Segundo relatos registrados na Polícia Civil, o pai de um dos alunos investigados entrou no campus da universidade e intimidou acadêmicos que ajudaram a denunciar o caso. Em tom ameaçador, ele afirmou que, “se o filho dele não se formasse, ninguém mais iria”.
O homem foi flagrado por câmeras de segurança circulando pelo bloco de Engenharia Civil dias após a repercussão das mensagens atribuídas aos estudantes.
Com medo de novos episódios, universitários procuraram a polícia e registraram boletim de ocorrência. Diante da situação, o colegiado do curso decidiu transferir temporariamente as aulas teóricas para o formato remoto entre os dias 14 e 18 deste mês.
Em nota, a UFMT afirmou que a medida busca preservar a segurança e a integridade da comunidade acadêmica e informou que segue colaborando com as investigações.
O caso ganhou repercussão no início de maio, após prints de conversas entre estudantes circularem nas redes sociais. Nas mensagens, alunos comentavam sobre calouras do curso e um dos investigados sugeria a criação de um ranking classificando estudantes como “estupráveis”.
A Polícia Civil segue investigando o caso.





















