Uma possível crise de ciúmes após o acesso ao celular de Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, é uma das linhas investigadas pela Polícia Civil para esclarecer o assassinato da jovem, ocorrido na manhã de sábado (15), em uma quitinete no bairro Alvorada, em Cuiabá. O principal suspeito, Fabiano Oliveira Borges, conhecido como “Pépi”, segue foragido.
Horas antes de morrer, por volta das 5h, Ana Cristina enviou ao ex-marido uma foto em que aparecia ao lado do filho. Na mensagem, ela teria informado que a criança não estava bem.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) tenta esclarecer o que aconteceu entre o envio da mensagem e o momento em que a jovem foi baleada. Uma das suspeitas é de que Fabiano tenha acessado o telefone dela e encontrado conversas com o ex-companheiro.
Segundo o delegado Bruno Abreu, Ana Cristina e Fabiano trabalhavam juntos e mantinham um relacionamento havia cerca de duas semanas. A investigação também recebeu informações de que a jovem poderia estar tentando retomar o relacionamento com o pai do filho.
A polícia apura, portanto, se alguma conversa encontrada no celular teria provocado ciúmes e desencadeado ameaças ou uma discussão antes do assassinato. A hipótese ainda está sob investigação e não foi apontada como motivação definitiva do crime.
Pouco depois da mensagem enviada ao ex-marido, moradores próximos à quitinete ouviram o barulho de um disparo. Como não identificaram naquele momento o que havia acontecido, voltaram a dormir. A investigação acredita que o som relatado pelos vizinhos tenha sido do tiro que atingiu Ana Cristina.
O disparo acertou a nuca da jovem. Conforme o delegado, o projétil ficou alojado na região da coluna cervical. Informações repassadas pela equipe médica à polícia apontaram que, caso sobrevivesse ao ferimento, Ana Cristina corria o risco de ficar tetraplégica.
Fabiano é considerado o principal suspeito do assassinato e permanece sendo procurado pelas forças de segurança.
A DHPP continua levantando informações sobre as últimas horas de Ana Cristina, analisando as circunstâncias do relacionamento e buscando elementos que possam confirmar a motivação do crime.



















