A casa abandonada onde Edvaldo Silva de Jesus, de 31 anos, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (7), na Rua São Benedito, esquina com a Avenida Tenente-Coronel Duarte (Prainha), no Centro de Cuiabá, já havia sido cenário de outro caso de grande repercussão.
Em 27 de abril de 2025, um homem e uma mulher, identificados como Deivide Edson Silva Coutinho, de 35 anos, e Gizelle Flores, de 33 anos, ambos em situação de rua, foram encontrados mortos no mesmo imóvel.
Na ocasião, o delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informou que Gizelle apresentava graves lesões na cabeça e havia a suspeita de que ela tivesse sido atingida com um pedaço de concreto encontrado no local. Já Deivide apresentava sangramento, e uma das hipóteses levantadas era de overdose, já que havia indícios de consumo de entorpecentes na residência. As circunstâncias das duas mortes passaram a ser investigadas pela Polícia Civil.
Agora, pouco mais de um ano depois, o imóvel voltou a ser isolado pelas forças de segurança após o corpo de Edvaldo ser localizado no interior da residência. Ele foi identificado por meio do sistema de monitoramento da tornozeleira eletrônica que utilizava.
Segundo as informações preliminares, a vítima apresentava perfurações na região do pescoço e havia grande quantidade de sangue no local, indicando que o crime pode ter ocorrido dentro da casa abandonada.
Equipes da Polícia Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) atenderam a ocorrência. A Polícia Civil investiga a autoria, a motivação e a dinâmica do homicídio.
Com mais um assassinato registrado no mesmo endereço, reascende o debate sobre a insegurança e a violência na região do centro histórico de Cuiabá.




















