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TRANSFER BAN

FIFA pune Cuiabá por dívida milionária e bloqueia registro de novos jogadores

Enquanto a dívida não for solucionada, a restrição continuará válida

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O Cuiabá terá de encontrar uma solução financeira para evitar que uma dívida de aproximadamente R$ 4 milhões com o técnico português Petit traga novos impactos ao clube. A pendência resultou em um transfer ban aplicado pela FIFA, que impede o Dourado de registrar novos jogadores enquanto a obrigação não for regularizada.

A punição foi confirmada pelo presidente do Cuiabá, que revelou que o clube possui um prazo de 60 dias para resolver o impasse. A diretoria trabalha para levantar os recursos necessários e retirar a restrição antes que ela comprometa o planejamento do elenco para as próximas competições.

O dirigente atribui parte das dificuldades financeiras aos valores que o Cuiabá ainda tem a receber de outros clubes brasileiros. Segundo ele, a equipe aguarda repasses que poderiam ser utilizados justamente para quitar o débito com Petit e restabelecer a possibilidade de contratar e registrar atletas.

“O Cuiabá não teria chegado a essa situação se não fosse os calotes que sofremos do Corinthians, do Santos, do Grêmio e do Atlético-MG. Como que um clube que tem R$ 42 milhões a receber passa por essa situação? Vou dar um jeito de pagar”, disse o presidente em entrevista.

Leia Também:  Cuiabá se antecipa à punição da Fifa e anuncia novo goleiro

Enquanto a dívida não for solucionada, a restrição continuará válida. Na prática, o Cuiabá fica impedido de inscrever novos atletas, uma limitação que pode dificultar eventuais reforços e interferir diretamente na estratégia da diretoria para a temporada.

Saída de Petit

A dívida está relacionada à passagem de Petit pelo comando do Cuiabá. O treinador português assumiu a equipe em maio de 2024 e permaneceu à frente do time até dezembro daquele ano.

A saída aconteceu após o técnico pedir demissão. O pedido foi apresentado durante uma reunião com a diretoria e pegou os dirigentes de surpresa. Na época, o clube informou que Petit havia alegado motivos pessoais para justificar o encerramento do trabalho em Mato Grosso.

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